Entre janeiro de 2020 e maio de 2025, o Rio Grande do Norte registrou 11.999 nascimentos em que apenas o nome da mãe consta na certidão, representando 5,6% dos 210.975 registros realizados no período, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil.
Natal lidera o ranking com 3.609 registros sem o nome do pai entre os mais de 59 mil nascimentos ocorridos. Outras cidades, como São Gonçalo do Amarante e Caicó, também apresentam altos percentuais, com 7% dos registros apenas com o nome materno.
O município de Bodó apresentou o maior percentual proporcional: dos três nascimentos registrados, um foi feito sem o nome do pai, totalizando 33%. Por outro lado, seis cidades mantiveram todos os registros com ambos os genitores: João Dias, Jundiá, Pedro Avelino, Riacho da Cruz, Triunfo Potiguar e Várzea.
Desde 2012, o reconhecimento de paternidade pode ser feito diretamente em cartório, sem a necessidade de ação judicial, com consentimento da mãe ou do filho (se maior de idade). Em casos de recusa, o cartório pode acionar o Ministério Público. Já a partir de 2017, também é possível reconhecer vínculos de paternidade ou maternidade socioafetiva, mediante comprovação de laços familiares.








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