O entorno do tradicional Mercado da Redinha voltou a ficar movimentado neste Carnaval de 2026. Entre blocos, moradores e visitantes, o bairro reúne gerações em uma festa que mistura música, reencontros e aumento nas vendas para quem trabalha na região.
Com 52 anos dedicados ao mercado, Ozeni acompanha de perto cada edição da festa. “Mercado aberto, gente contente. Estamos fazendo o que gostamos. A movimentação de pessoas está muito boa esse ano, estamos em segurança, banheiros no mercado limpos, estamos levando nosso bom lucro para casa”, comemora.
A permissionária Natália Florêncio também percebe o crescimento do público, principalmente ao longo da tarde. “A movimentação tá muito boa, o fluxo começa a aumentar após 12h. A organização está impecável”, afirma.
Há 10 anos trabalhando no local, Aparecida Alves de Moraes diz que o movimento já vinha melhorando desde a reabertura do mercado. “De janeiro pra cá o fluxo aumentou muito. O Carnaval ajuda bastante e a gente consegue trabalhar com mais variedade de produtos”, relata.
Enquanto o comércio registra bom desempenho, os blocos mantêm a animação nas ruas da Redinha.
O tradicional Bloco Seu Boga, que completa 18 anos neste domingo de Carnaval, levou irreverência ao bairro. Cerca de 200 pessoas participaram da programação, segundo o presidente Dinarte Fernandes.
“É uma brincadeira que cresceu com o tempo. O nome veio do trocadilho e ficou. Hoje já faz parte do Carnaval daqui”, conta.
Para quem participou pela primeira vez, a experiência foi motivo para voltar. Moradora das Quintas, Lena Martins acompanhou o bloco ao lado da esposa. “Tô achando o Carnaval de Natal esse ano maravilhoso, tem festa em todos os cantos. Muito animado o Bloco Seu Boga”, disse.
O Bloco GAMI (Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes) também marcou presença, reforçando a participação feminina na programação. Com 18 anos de história, o grupo levou música e representatividade à folia.
Miriam Castelo Branco, do Batuque das Mulheres, participa há três anos e se apresenta durante três dias de Carnaval. “Tô achando esse ano bem organizado, principalmente no trânsito”, avaliou.
Coordenadora do GAMI, Goret Gomes destaca a experiência de levar o bloco para um espaço mais amplo. “Estamos vivendo uma fase nova. Aqui conseguimos receber mais gente e ampliar a participação do público”, afirmou.
A programação dos blocos tradicionais da Redinha segue até a quarta-feira de Cinzas, mantendo o bairro como um dos pontos mais movimentados do Carnaval e garantindo renda extra para comerciantes e trabalhadores locais.








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