Servidores de hospitais universitários federais entraram em greve nacional por tempo indeterminado na segunda-feira (30), após impasse nas negociações com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A paralisação já afeta atendimentos no Rio Grande do Norte, com consultas, exames e cirurgias eletivas funcionando parcialmente, enquanto UTIs e serviços essenciais seguem operando com equipes reduzidas.
No RN, a greve atinge o Hospital Universitário Onofre Lopes e a Maternidade Escola Januário Cicco, em Natal, além do Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz. O movimento foi aprovado em assembleias locais e em mais de 45 hospitais do país.
A categoria reivindica reajuste salarial, reposição de perdas acumuladas de cerca de 25% a 26%, melhorias no auxílio-alimentação e benefícios, além de avanços em cláusulas sociais e contratação de mais profissionais, diante de sobrecarga e adoecimento dos trabalhadores.
Usuários do SUS já enfrentam impactos: pacientes relataram adiamento de consultas e exames por meses, sem vagas imediatas para remarcação, prejudicando tratamentos contínuos.
Segundo os trabalhadores, a greve ocorre após dois anos de բանակցiações sem avanço. A EBSERH teria alegado falta de diretrizes orçamentárias e apresentado, após o início da paralisação, proposta limitada à reposição da inflação (INPC), considerada insuficiente pela categoria.
Outro ponto de crítica é o reajuste concedido à diretoria da empresa pouco antes da greve, com aumento salarial, elevação do auxílio-moradia e ampliação de bônus que podem chegar a cerca de R$ 200 mil anuais.
A decisão de manter a greve foi reforçada após rejeição da proposta em mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Representantes sindicais criticam a falta de recomposição das perdas salariais, especialmente após a pandemia, e a desigualdade entre os benefícios da gestão e dos servidores.







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