O governo do Rio Grande do Norte decretou situação de emergência por seca em 166 municípios (todos, exceto Natal), devido à estiagem prolongada que reduziu de forma contínua as reservas hídricas. O decreto, publicado no Diário Oficial, tem validade de 180 dias e permite a contratação de obras e serviços sem licitação para enfrentar a crise.
A decisão se baseia na queda significativa das chuvas no fim de 2025 e início de 2026, período que normalmente teria bons índices pluviométricos, mas registrou volumes muito abaixo do esperado, causando redução crítica nos reservatórios. Exemplos incluem açudes com níveis extremamente baixos, como Itans (0,5%) e Passagem das Traíras (0,03%).
O documento aponta uma grave situação hídrica em todo o estado, com nove cidades em colapso ou pré-colapso no abastecimento, afetando cerca de 128 mil pessoas. O caso mais crítico é Serra do Mel, em colapso há quatro anos devido à contaminação de poços. A situação é ainda mais difícil em áreas rurais sem infraestrutura de adutoras.
Atualmente, 49% dos municípios dependem de abastecimento por carro-pipa na zona rural, por meio de programa federal operado pelo Exército. O governo classifica o cenário como uma seca socioeconômica sem precedentes, marcada não só pela dificuldade de acesso, mas também pela escassez real de água disponível.







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