A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regulamentação do setor elétrico no Brasil, anunciou nesta terça-feira (15) um reajuste tarifário médio de -0,32% para o Rio Grande do Norte, que fornece energia elétrica para cerca de 1,61 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios. As novas tarifas entram em vigor a partir de 22 de abril de 2025.
Veja na tabela abaixo os novos índices:
| Empresa | Consumidores residenciais B1 |
| Neoenergia Cosern | -0,49% |
| Baixa tensão em média | Alta tensão em média | Efeito médio para o consumidor |
| -0,33% | -0,30% | -0,32% |
Pesaram no balanço para a revisão tarifária diferentes fatores. Houve aumento nos custos de encargos setoriais, aquisição de energia e distribuição. Por outro lado, houve baixa nos custos de transporte e de componentes financeiros.
O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).
Composição tarifária
A composição tarifária, do valor total da conta, é feita da seguinte forma:
- 38,2% são destinados para pagar os custos com a compra e transmissão de energia.
- Os tributos (encargos setoriais e impostos) representam 32,4% do total.
- a distribuidora fica com 29,4% do valor pago pelos consumidores potiguares para cobrir os custos de operação, manutenção, administração do serviço e investimentos
Sendo assim, se a conta der R$ 100: R$ 38,20 são para os custos de transmissão de energia; R$ 32,40 para os tributos; R$ 29,4 para a distribuidora.








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