O aumento dos casos de ciguatera no Rio Grande do Norte acendeu alerta das autoridades de saúde em 2026. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que o estado já registrou 20 confirmações laboratoriais da intoxicação, além de 27 surtos, quatro casos isolados e 131 pessoas doentes neste ano — números superiores aos registrados nos anos anteriores.
Entre 2022 e 2026, o estado acumulou 47 surtos, 249 pessoas doentes e 96 confirmações laboratoriais para ciguatera. Também foram registrados 44 casos confirmados de intoxicação por histamina, todos em 2026.
O tema ganhou maior repercussão após a morte de uma idosa de 84 anos, em Natal, que ficou internada por cerca de um mês após consumir peixe contaminado. Outra familiar também passou mal, mas recebeu alta.
A ciguatera é uma intoxicação causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas presentes em recifes e corais. Essas toxinas não são eliminadas por cozimento, congelamento ou outros métodos de preparo.
Os sintomas podem surgir entre 30 minutos e 24 horas após o consumo e incluem dores abdominais, vômitos, diarreia, coceira intensa, fraqueza muscular, alterações neurológicas e gosto metálico na boca. Não existe antídoto específico, e o tratamento é voltado ao controle dos sintomas.
A orientação das autoridades é procurar atendimento médico ao apresentar sintomas após consumir pescado, informar o histórico alimentar recente e evitar peixes de origem desconhecida ou associados a relatos de intoxicação.







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