Maria do Socorro Alves Felipe, de 69 anos, morreu após aguardar por dois dias um leito de UTI na UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, mesmo havendo vagas disponíveis em outras unidades da rede estadual. O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, admitiu que a morte ocorreu em decorrência de uma falha de comunicação entre a regulação do município e o Estado, além de problemas no repasse de informações ao Hospital Tarcísio Maia.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Motta afirmou que havia leitos disponíveis em outros hospitais e reconheceu a gravidade da falha, lamentando o ocorrido. Segundo ele, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) irá procurar a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró para revisar e aprimorar os fluxos de comunicação e regulação de leitos, com o objetivo de evitar novos casos semelhantes.
De acordo com a neta da vítima, Maria Rafaela, a idosa fazia acompanhamento médico e apresentava problemas de saúde, principalmente nos rins, além de pedra nos rins e vesícula inflamada. Inicialmente atendida na rede privada, a família aponta negligência médica na prescrição de um medicamento considerado forte, que teria agravado a função renal, apesar de resolver a inflamação.
Na sexta-feira (12), os rins de Maria do Socorro funcionavam apenas a 10%, já havendo indicação de internação em UTI, mas não havia vaga disponível, segundo a família. A paciente também precisava realizar uma tomografia no Hospital Tarcísio Maia, mas, por falta de ambulância, foi levada em carro próprio. No sábado (13), a função renal caiu para 5,5%, e a família relata que recebeu a orientação de apenas aguardar a liberação de um leito.
Ainda conforme a neta, na noite de sábado a idosa apresentou piora no quadro, sem receber a atenção necessária. Na madrugada de domingo (14), por volta das 2h, Maria do Socorro foi levada para a sala vermelha e entubada enquanto aguardava a UTI, mas morreu às 5h47.







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