O maior cajueiro do mundo, localizado em Pirangi do Norte, Parnamirim (RN), passará por uma poda a partir de agosto, após determinação judicial. A medida, segundo o Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente), visa o manejo fitossanitário da planta, que tem 137 anos, e não comprometerá seu título de maior do mundo — reconhecido pelo Guinness Book desde 1994, com cerca de 10 mil m².
A poda é inédita e se deve ao avanço de cerca de 1.200 metros dos galhos além da área cercada, afetando ruas, casas e comércios. O diretor técnico do Idema, Thales Dantas, afirma que a medida é essencial para preservar a planta e evitar acidentes, como colisões de veículos. O processo deve durar até seis meses e terá um custo estimado de R$ 200 mil.
Apesar disso, a decisão divide opiniões. A bióloga Mica Carboni, que já trabalhou com o cajueiro, alerta que a poda pode comprometer o crescimento e o rejuvenescimento natural da árvore, que ocorre quando seus galhos tocam o solo e criam raízes. Ela argumenta que esse processo estimula hormônios de muda, prolongando a vitalidade da planta, que continua frutificando mesmo com mais de 140 anos.
Moradores, comerciantes e turistas também expressaram preocupação. O corretor Francisco Cardoso teme que a retirada de quase 1.000 metros de galhos aumente o risco de infecções e atrofiamento da árvore. A comerciante Íris Lopes e o turista Francivaldo Macedo criticaram a poda, afirmando que ela pode prejudicar o turismo e afetar as vendas locais.
A decisão judicial atende a um processo antigo, iniciado por moradores e comerciantes, e está em fase de execução. O Idema reforça que a ação é preventiva e necessária para garantir a preservação do cajueiro no longo prazo.








Deixe um comentário