O Rio Grande do Norte será o quinto estado mais impactado pela taxação de 50% anunciada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, com início previsto para 1º de agosto. No primeiro semestre de 2025, os EUA representaram 15,3% das exportações potiguares, somando US$ 67,1 milhões. Os derivados de petróleo lideraram (US$ 24,3 milhões), seguidos por peixes frescos ou refrigerados (US$ 11,5 milhões) e outros produtos.
O economista Helder Cavalcanti destaca que os impactos serão significativos, pois os produtos atingidos estão ligados diretamente à economia local. Ele defende a busca por novos mercados, como os países do BRICS. O setor pesqueiro também será fortemente afetado: o RN pode perder até US$ 50 milhões/ano em exportações de atum, segundo o Sindipesca.
A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) estima perdas superiores a US$ 20 milhões anuais no setor de petróleo, afetando a atratividade comercial do estado. Apesar disso, a ABPIP acredita que o redirecionamento para outros mercados, como China e Índia, é possível, exigindo ajustes logísticos.
O Governo do RN e entidades como a Fiern estão se mobilizando. Uma carta foi enviada ao Governo Federal buscando incluir o estado nas negociações. O presidente da Fiern alerta que as exportações aos EUA representam quase 10% do PIB industrial do RN, afetando emprego e arrecadação.
Ranking de estados mais dependentes das exportações aos EUA (1º semestre de 2025):
- Ceará (51,9%)
- Espírito Santo (33,9%)
- Sergipe (31,4%)
- São Paulo (19,5%)
- Rio Grande do Norte (15,3%)
Esses estados devem sentir os maiores efeitos da medida.
Foto: Magnus Nascimento








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